1
– “Tornou pois a entrar Pilatos no pretório, e chamou a Jesus, e
disse-lhe: Tu és o Reino dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus: O meu Reino
não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, certo que os meus
ministros haviam de pelejar para que eu não fosse entregue aos judeus;
mas por agora o meu Reino não é daqui. Disse-lhe então Pilatos: Logo, tu
és rei? Respondeu Jesus: Tu o dizes, que eu sou rei. Eu não nasci nem
vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade; todo aquele que é
da verdade ouve a minha voz”. (João, cap. XVIII, 33-37)
2
– Por estas palavras, Jesus se refere claramente à vida futura, que ele
apresenta, em todas as circunstâncias, como o fim a que se destina a
humanidade, e como devendo ser o objeto das principais preocupações do homem
sobre a terra. Todas as suas máximas se referem a esse grande
princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus
preceitos de moral não teriam nenhuma razão de ser. É por isso que os
que não crêem na vida futura, pensando que ele apenas falava da vida
presente, não os compreendem ou os acham pueris.
Esse
dogma pode ser considerado, portanto, como o ponto central do
ensinamento do Cristo. Eis porque está colocado entre os primeiros, no
início desta obra, pois deve ser a meta de todos os homens. Só ele pode
justificar os absurdos da vida terrestre e harmonizar-se com a justiça
de Deus.
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